As consoantes N /n/ e M /m/ são articuladas de maneira parecida: o fluxo de ar é bloqueado na boca, com vozeamento, e a ressonância nasal sai pelo nariz. A diferença está em onde esse bloqueio acontece. Para o /n/, a parte anterior da língua pressiona a crista alveolar (os alvéolos atrás dos dentes superiores), com os lábios relaxados. Para o /m/, os lábios se fecham com firmeza e a língua não interfere. Na fala rápida ou desleixada, sobretudo na ligação entre as palavras (green market), os americanos costumam misturá-las. Falantes de espanhol ou de mandarim (que não possui o /m/ em final de palavra) às vezes recorrem à consoante que lhes parecer mais fácil. Para nós, brasileiros, o desafio é ainda maior: costumamos apenas anasalar a vogal e omitir a consoante final, mas no inglês é obrigatório articular o bloqueio. Como a diferença visual é enorme, usar um espelho resolve a maior parte da confusão rapidamente.
Em que os dois sons se diferenciam.
5 pequenos ajustes da boca. Basta errar um para o som escorregar para o vizinho.
Agora é a sua vez.
Grave você dizendo "Sun" e "Sum" várias vezes. Depois se escute: o seu próprio ouvido é o melhor guia para acertar o contraste.
Palavras que mudam com um único som.
Cada par abaixo se diferencia por um único som: troque /n/ por /m/ e o significado muda junto. Toque em qualquer palavra para ver a análise completa.
Se o seu ouvido troca os dois, o motivo é este.
Tanto o /n/ quanto o /m/ são nasais sonoras: o ar sai pelo nariz, as pregas vocais vibram e a boca é bloqueada em ambas. A única diferença é o local do bloqueio: nos lábios para o /m/, e da língua contra os alvéolos para o /n/. A maioria dos idiomas as distingue com clareza, então a confusão nem sempre é uma interferência da língua materna, sendo mais frequente na fala rápida e murmurada, em que a boca não executa o gesto completo de nenhuma das duas. O mandarim não possui o /m/ em final de sílaba, então seus falantes recorrem ao /n/ no final das palavras em inglês — enquanto nós, brasileiros, tendemos a não fazer bloqueio nenhum, apenas anasalando a vogal. O maior perigo, no entanto, ocorre na ligação entre palavras: frases como can make podem soar como cam make se a sua língua não se der ao trabalho de tocar a crista alveolar para fazer o /n/.
Treine primeiro o músculo, depois o ouvido.
4 exercícios curtos. Faça em voz alta: sinta a mudança dentro da boca antes de tentar ouvi-la.
Teste do espelho: diga nine. Os seus lábios não devem se encostar em nenhum momento; ambos os /n/ são articulados com a língua nos alvéolos. Agora diga mine; os lábios devem se fechar com firmeza no início. Se não conseguir notar uma diferença clara, você não está definindo o formato da boca como deveria.
Sustente cada consoante: diga nnnn por três segundos, com os lábios entreabertos e a língua nos alvéolos. Agora mude para mmmm por três segundos, com os lábios totalmente fechados. Sinta onde a vibração acontece, na parte anterior da boca versus nos lábios. A sensação deve ser completamente diferente entre as duas.
Leia pares mínimos lentamente: nice/mice, net/met, knee/me, night/might, name/maim. Observe os seus lábios no espelho ao fazer a troca.
Preste atenção na ligação entre as palavras: can make, green market, down memory lane. Certifique-se de que a língua realmente alcança a crista alveolar para fazer o /n/ antes que os lábios se fechem para o /m/. Um contato alveolar malfeito é a causa de confusão mais comum.